8 de abril de 2014
22 de março de 2014
CAMINHADAS PENITENCIAIS
Participe conosco das caminhadas penitenciais, em nossa Paróquia nos seguintes horários e locais:
05hs da manhã, saindo da Igreja do Santo Agostinho com o (PE. FERNANDO LIMA).
19hs saindo da Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida com o (PE. CARLOS AUGUSTO).
QUARESMA , TEMPO DE CONVERSÃO (1º Parte)
Marcada por significativas celebrações, a Quaresma nos permite refazer a peregrinação pascal de Jesus. Descortina um caminho espiritual em que retomamos o nosso batismo, rumo à Páscoa, ponto alto do ano litúrgico, mistério fundamental de nossa fé. Cada celebração, neste tempo, deve ser forte experiência de êxodo, de passagem da escravidão para a liberdade, do individualismo para a solidariedade.
“Nada é mais alto do que o abaixamento da cruz, porque lá se atinge verdadeiramente a altura do amor.”
(Papa Francisco, mensagem aos bispos brasileiros durante a JMJ, 2013)
1. Quaresma: caminho catecumenal, de conversão e de reconciliação, rumo à Páscoa, como sinal sacramental da salvação, a Quaresma abre progressivamente o ciclo pascal e, cada ano, descortina-nos um caminho espiritual em que retomamos nosso batismo, rumo à Páscoa, ponto alto do ano litúrgico, mistério fundamental de nossa fé, cuja expressão máxima é a Vigília Pascal. A Quaresma começa na quarta-feira de Cinzas e vai até a manhã da quinta-feira santa, com a celebração da bênção dos santos óleos. A celebração do domingo de Ramos abre a Semana Santa. A Páscoa da Ceia na quinta-feira santa, à noite, dá início ao solene Tríduo Pascal.
Durante 40 dias, a Quaresma nos encaminha para a Páscoa, ajudando-nos a reviver a experiência do povo de Deus, que amadureceu sua fé na travessia do deserto, e a experiência de Jesus, que, após intenso tempo de oração e jejum no deserto, assume sua missão com solidária e total entrega.
Neste “tempo favorável” de busca e aprofundamento de nossa vocação de discípulos/as missionários/as de Cristo, assumimos percorrer, com ele, o caminho que passa necessariamente pelas mais diversas tensões e tentações, caminho de total doação até a cruz, em fidelidade ao projeto do Pai. A cada passo, vamos recebendo o vigor, a iluminação, a ternura e a alegria do seu Espírito para proclamarmos a vitória da vida, com o dom cotidiano de nossa vida aos irmãos, enquanto lutamos contra todas as formas de idolatria, violência, exploração, injustiça e morte que, dolorosamente, persistem em nosso mundo, dominam, escravizam e degradam nossa condição humana frágil e pecadora.
Marcada por significativas celebrações, a Quaresma nos permite refazer a peregrinação pascal de Jesus. Cada celebração, neste tempo, deve ser forte experiência de êxodo, de passagem da escravidão para a liberdade, do individualismo para a solidariedade, do comodismo para a militância, da morte para a vida, para que possamos fazer de nossa vida uma Páscoa contínua:
Na quarta-feira de Cinzas, abrindo-nos para sincera conversão e maior adesão ao evangelho com a imposição das cinzas;
Nos cinco domingos da Quaresma, sustentando-nos e conduzindo-nos progressivamente na caminhada até a Páscoa;
No domingo de Ramos, início da Semana Santa, fazendo-nos participantes do despojamento e da glorificação de Cristo;
Na quinta-feira santa de manhã, fechando a Quaresma com as bênçãos dos santos óleos.
Em adição a isso, há ainda celebrações penitenciais, vias-sacras, ofício divino, retiros espirituais e outras expressões celebrativas, muito abundantes neste tempo, reavivando a mística pascal das comunidades.
Caminho de renovação batismal: A Quaresma é originalmente, e por excelência, um tempo batismal. A liturgia da Palavra da Quaresma do Ano A constitui valioso itinerário de fé e de adesão crescente, consciente e livre à proposta de Jesus, seja do ponto de vista dos textos bíblicos, seja do ponto de vista dos textos dos prefácios, afinados com o evangelho de cada domingo, em vista da preparação dos catecúmenos para o batismo e de toda a Igreja para a renovação da consagração batismal na Vigília Pascal.
FONTE: Revista Vida Pastoral
ARTIGO DO BISPO "Pobreza e Miséria"
Refletimos sobre as mensagens do papa para o tempo da Quaresma e para a Campanha da Fraternidade. Francisco quer nos questionar a partir da frase de São Paulo, que diz: ‘‘Jesus Cristo, sendo rico, se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza''. Parece uma contradição: se foi pobre, como pode nos enriquecer? É preciso entender a diferença entre pobreza e miséria.
A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros - frequentemente jovem - se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se veem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos autossuficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O papa Francisco nos ajuda a vencer essas misérias mostrando o Evangelho como força revolucionária que vence o mal:
‘‘O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana''.
Dom Bernardino Marchió
Bispo Diocesano de Caruaru - PE
FONTE: JORNAL VANGUARDA (CARUARU-PE)
CONVITE !!!
TEMA: A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA
LOCAL: Centro Pastoral Diocesano (por trás da FAFICA)
DIA: 29 de março de 2014
HORA: 8hs às 16hs.
Pedimos a participação de todos (as) que estão diretamente envolvidos com a Celebração: músicos, leitores, equipes de celebração, salmistas, dentre outros. Todos são convidados!
Iremos estudar neste primeiro encontro Ritos iniciais e Liturgia da Palavra:
1. Canto de Abertura (o que é e qual a função);
2. Saudação do Presidente;
3. Ato Penitencial, Kyrie e Glória ( o que é e o que cantar).
2. Saudação do Presidente;
3. Ato Penitencial, Kyrie e Glória ( o que é e o que cantar).
Em um segundo momento:
1. Liturgia da Palavra (Diálogo da Aliança)
2. Salmo
3. Lecionário (conhecer melhor os livros) e técnicas vocais (usar o microfone, dicção, etc).
2. Salmo
3. Lecionário (conhecer melhor os livros) e técnicas vocais (usar o microfone, dicção, etc).
Em um segundo encontro: Liturgia Eucarística e Ritos Finais.
FONTE: PORTAL DA DIOCESE DE CARUARU- PE
MISSA DO 3º DOMINGO DA QUARESMA
A 1ª leitura e o Evangelho deste domingo falam da sede da humanidade por vida e liberdade, e mostram que Deus não permite que essa sede continue sufocando a vida das pessoas.
Na 1ª leitura percebemos que, no seu êxodo em direção à terra prometida, o povo eleito, repetidamente, sofre tanto a fome quanto a sede. O episódio de Massa (tentação, prova) e Meriba (murmuração, protesto) é simbólico: Moisés, como intercessor, invoca a ajuda do Senhor, que responde prontamente ao seu
apelo, ordenando-lhe que bata no rochedo com a mesma vara com a qual tinha tocado as águas do rio Nilo. A água que brota do rochedo é, portanto, símbolo daquela que brotou do lado aberto de Cristo transpassado pela lança. O Salmo pede que ouçamos a voz do Senhor, porque Ele nos criou e nos tornou seu povo, nos tornou ovelhas do seu rebanho, por isso Nele exultamos de alegria. São Paulo descreve a condição do cristão no tempo presente: ele se torna conforme o projeto de Deus, por meio da confiança que coloca no conteúdo do anúncio da salvação. Essa situação doa ao homem a capacidade de experimentar a paz com Deus, porque tem a certeza do amor de Cristo, que por ele deu sua vida.
As tribulações não farão mais do que aprofundar em nós a esperança, porque o Espírito Santo foi derramado em nossos corações como força divina para uma vida nova. O
Evangelho contém um diálogo pedagógico inicial que conduz a uma proposta misteriosa de Jesus, que suscita o vivo interesse da mulher, a qual passa da incompreensão ao acolhimento da auto revelação de Jesus e a se tornar, por fim, uma apóstola de Jesus. A sede de Cristo é uma porta de acesso ao mistério de Deus, que nos faz sedento para nos aplacar a sede, assim como se fez pobre para nos enriquecer. Como um Pai, bom e misericordioso, Ele deseja para nós todo o bem possível que é Ele mesmo. Jesus, fatigado da caminhada, sentou-se junto ao poço e pede de beber a uma mulher samaritana: “Dá-me de beber”. E estabelece o diálogo. Jesus apresenta-se como água viva.
Quem beber dessa água nunca mais terá sede. É água que jorra para a vida eterna. A samaritana representa a insatisfação existencial de quem não encontrou o que procurava. O seu ir e voltar ao poço para buscar água exprime uma vivência repetitiva resignada. No entanto, tudo mudou para ela naquele dia, graças ao encontro com o Senhor Jesus, que a deixou tão abalada a ponto de abandonar a bilha de água e correr para contar, na cidade, sobre aquele que encontrara e o que ele tinha doado.
Quando a mulher lhe pede dessa água, para que não mais precise buscá-la no poço, Jesus penetra mais fundo na alma dessa mulher: “Vai, chama o teu marido e volta aqui”. Ela, por sua vez, reconhece que não tem marido. Jesus a valoriza, louvando sua sinceridade, e a mulher o reconhece como um profeta. Jesus, a partir dessa sua fé, revela-lhe que é o Messias. “O Evangelho retrata que Jesus, em suas obras e palavras, é contra tudo quanto ofende a dignidade da mulher, e exprime sempre o respeito e a honra devida à mesma, porém, em nossa sociedade de consumo e espetáculo, as mulheres são submetidas a novas formas de exploração e de escravidão.” (texto base CF/2014).
FONTE DIOCESE DE COLATINA - ES "Folheto Dia do Senhor"
21 de janeiro de 2014
11 de janeiro de 2014
ARTIGO DO BISPO "Vocação para a Fraternidade"
Começamos a semana passada uma reflexão sobre o tema que papa Francisco escolheu para o Dia Mundial da Paz: "Fraternidade, fundamento e caminho para a paz".
Francisco, depois de ter falado dos anseios da humanidade que busca novos caminhos para o diálogo entre os povos, reconhece que ainda há muitas dificuldades a serem superadas.
Em muitas partes do mundo, há grave lesão dos direitos humanos fundamentais, sobretudo dos direitos à vida e à liberdade de religião. Exemplo preocupante disso mesmo é o dramático tormento do tráfico de seres humanos, sobre cuja vida e desespero especulam pessoas sem escrúpulos. Às guerras feitas de confrontos armados, juntam-se guerras menos visíveis, mas não menos cruéis, que se combatem nos campos econômico e financeiro com meios igualmente demolidores de vidas, de famílias, de empresas.
A globalização, como afirmou Bento XVI, torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos. As inúmeras situações de desigualdade, pobreza e injustiça indicam não só uma profunda carência de fraternidade, mas também a ausência duma cultura de solidariedade. As novas ideologias, caracterizadas por generalizado individualismo, egocentrismo e consumismo materialista, debilitam os laços sociais, alimentando aquela mentalidade do "descartável" que induz ao desprezo e abandono dos mais fracos, daqueles que são considerados"inúteis".
Ao mesmo tempo, resulta claramente que as próprias éticas contemporâneas se mostram incapazes de produzir autênticos vínculos de fraternidade, porque uma fraternidade privada da referência a um Pai comum, como seu fundamento último, não consegue substituir. Uma verdadeira fraternidade entre os homens supõe e exige uma paternidade transcendente. A partir do reconhecimento dessa paternidade, consolida-se a fraternidade entre os homens, ou seja, aquele fazer-se "próximo" para cuidar do outro.
Em seguida, o papa lembra a história bíblica de Caim, que mata Abel e comenta:
‘‘A narração de Caim e Abel ensina que a humanidade traz inscrita em si mesma uma vocação à fraternidade, mas também a possibilidade dramática da sua traição. Disso mesmo dá testemunho o egoísmo diário, que está na base de muitas guerras e injustiças: na realidade, muitos homens e mulheres morrem pela mão de irmãos e irmãs que não sabem reconhecer-se como tais, isto é, como seres feitos para a reciprocidade, a comunhão e a doação.
Surge espontaneamente a pergunta: poderão um dia os homens e as mulheres deste mundo corresponder plenamente ao anseio de fraternidade, gravado neles por Deus Pai? Conseguirão, meramente com as suas forças, vencer a indiferença, o egoísmo e o ódio, aceitar as legítimas diferenças que caracterizamos os irmãos e as irmãs''? E a resposta é clara: se aceitamos Deus como Pai, só podemos viver como irmãos.
A raiz da fraternidade está contida na paternidade de Deus. Não se trata de uma paternidade genérica, indistinta e historicamente ineficaz, mas do amor pessoal, solícito e extraordinariamente concreto de Deus por cada um dos homens.
Trata-se, por conseguinte, de uma paternidade eficazmente geradora de fraternidade, porque o amor de Deus, quando é acolhido, torna-se no mais admirável agente de transformação da vida e das relações com o outro.
Dom Bernardino Marchió
Bispo Diocesano de Caruaru - PE
FONTE: JORNAL VANGUARDA (CARUARU-PE)
SOLENIDADE DO BATISMO DO SENHOR
Vivemos num mundo desafiador. Palavras isoladas não convencem. Há muitas vozes gerando uma grande gritaria onde a Palavra de Deus, que dá sentido à vida da gente, quase se perde ou não se ouve. Vendo Jesus que, depois de seu batismo, torna público seu testemunho de parceiro dos pobres na história, somos chamados a segui-lo, transformando nossas palavras e boas intenções em gestos concretos de vida e esperança.
Assumir o nosso batismo é buscar com perseverança a mesma coerência presente entre as palavras e a prática de Jesus. É tarefa nossa ajudar a todos os nossos irmãos e irmãs a descobrir que o batismo nos insere numa grande família. Por meio dela poderemos descobrir o sentido da vida, tão nebuloso nos dias de hoje. Nós fomos batizados no Espírito e
enxertados em Cristo. Mortos ao pecado e ressuscitados em Cristo. Ser cristão significa descobrir em Jesus o grande amor do Pai que o envia ao mundo e acreditar na força do espírito que age por intermédio de suas obras. Ser cristão significa ainda receber o Espírito de Jesus, como a verdade definitiva e juízo de Deus sobre a história. O cristão encontra no Servo a dinâmica para sua vida e o conteúdo de sua missão. O batismo de Jesus foi um ato de solidariedade com essa gente excluída.
Eles se achegavam a João, acreditando receber a purificação que o sistema de sacrifícios do templo não permitia. A revelação feita sobre Jesus no momento do batismo (pomba-Espírito e voz-Pai) é a confirmação de que Ele tem uma missão especial nessa realidade em que vive. Nosso batismo nos coloca no grupo de Jesus, a serviço da mesma missão. Com Ele os céus se abriram, a esperança voltou, a presença de Deus alimenta a fé no que parece impossível. A missão é grande. Abrange a terra inteira, e não estará completa enquanto a humanidade toda não encontrar o caminho do Pai.
Mas se a missão é grande, maior é a esperança naquele que mantém os céus abertos e nos chama de filhos. O batismo constitui uma revelação ou Epifania de Deus em Jesus Cristo. Jesus é o representante no mundo, o primogênito, a pedra angular, mediador, sacerdote. Jesus é chamado de Messias, o ungido, pois nele está toda a força de Deus, ou o Espírito de Deus. E nós, como estamos vivendo o nosso batismo?
FOLHETO O DIA DO SENHOR - DIOCESE DE COLATINA - ES
23 de dezembro de 2013
FELIZ NATAL
“O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz”. É dessa forma que o Profeta Isaías se refere ao nascimento de Jesus. A grande luz que tira a humanidade das trevas é Jesus Cristo, para quem tudo foi feito. Todo o universo se curva em adoração àquela pequena criança, nascida em Belém, de forma tão singela, mas que tem o poder de dar sentido à vida de cada um.
O homem foi feito para Deus e encontra o seu fim e sentido Nele.
O nascimento de Jesus é motivo de imensa alegria, pois Ele dá razão a tudo, dá sentido à nossa existência, Ele vem para salvar e resgatar a humanidade. Para Ele fomos criados, por Ele somos salvos.
Nós somos esse povo que anda nas trevas!
A experiência da impotência humana que nos leva a dizer: não sei mais o que fazer...Uma multidão de cegos guiando outros cegos, um povo perdido.
Qual é essa luz que vem para nos iluminar?
Ela é muito mais que a estrela de Belém... todos os títulos messiânicos que Jesus recebe ao nascer justifica essa luz. ELE é a grande luz que dá sentido ao mundo e à vida. ELE é o porquê, a razão de ser. Nós somos para Ele e as trevas se dispersam.
Você não existe para você mesmo, mas existe para Ele. "Logo", a palavra, também quer dizer o sentido, a lógica, a razão de ser das coisas.
Se a minha vida tem sentido, não sou eu que vou dar um sentido à ela.
Você não é capaz de dar um sentido à sua vida. Tire esse peso, esse fardo dos seus ombros. Você foi pensado, sonhado desde toda a eternidade, criado por um 'sonho' de Deus. Precisamos parar de nos debater e tomar nosso lugar nesse sonho. Nesse sonho está a cruz, mas também está a ressurreição.
Aquele menino que nasce frágil na manjedoura é a razão de tudo, a razão do universo. Não precisamos buscar esse sentido da vida em um lugar distante e inalcançável, mas ele vem e se torna palpável e se faz carne, você pode encontrá-lo na Eucaristia, na celebração da Santa Missa o verbo se fará carne mais uma vez para dar sentido e brilhar nas trevas de sua existência.
UM FELIZ E ABENÇOADO SANTO NATAL.
MISSA DO NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
“Hoje, nasceu o Salvador do mundo!” O que se celebra nesta liturgia é bem mais do que o aniversário do nascimento histórico de Jesus. A celebração da Natividade do Senhor é festa de sua manifestação na carne, isto é, Deus vindo ao encontro da humanidade como pessoa humana.
Segundo o Apóstolo, “A graça de Deus se manifestou trazendo a salvação para todos os homens”. O recém-nascido envolto em faixas outrora encontrado pelos pastores é sinal deste acontecimento: “Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador que é o Cristo Senhor”. Iniciativa amorosa de Deus em vir ao encontro de suas criaturas, revestido de sua fragilidade. Nós, hoje, somos testemunhas da generosidade com que Deus nos trata. A segunda leitura nos interpela para que abracemos a sobriedade na vida, a justiça nos posicionamentos e a piedade nas relações.
Estas são características do Cristo Senhor nascido para nós, hoje. O relato do nascimento de Jesus nos remete para a singeleza, para o despojamento, para a pobreza. Olhar para o presépio não é ocasião para alimentar um romantismo vazio, como se fosse uma historinha do passado que nos emociona, e só.
É uma oportunidade para meditar o modo como Deus resolveu se encarnar: primeiro no seio de uma jovem, virgem e pobre. O Rei do Universo nasce na manjedoura, não no palácio. Os primeiros que souberam do Salvador e as primeiras testemunhas foram pobres pastores (discriminados na época), não os Reis. Deus usa a fraqueza para manifestar a sua força.
A salvação está na pobreza, no despojamento, na simplicidade, na singeleza, no comum da vida. Os pobres são prediletos de Deus, porque conseguem acolher a mensagem de salvação. Que a nossa pobreza seja o espaço para Deus nascer. Que nossa mente não fique ofuscada pelo amor às riquezas falsas. Que nossa solidariedade com os pobres seja a imitação da solidariedade de Deus que escolheu os pobres para anunciar a Boa-Nova, que escolheu a pobreza para nascer. Que hoje possamos acolher o verdadeiro Rei. Que Ele nos traga aos afetos os verdadeiros valores: o amor, o perdão, a solidariedade, a compreensão, a simplicidade... Hoje nosso coração é Belém. “Ah, que alegria! Deus se faz homem e também já nasceu! Onde? Em mim”.
FOLHETO O DIA DO SENHOR Diocese de Colatina ES
MISSA DO 4º DOMINGO DO ADVENTO
A 1ª leitura nos mostra o rei Acaz assustado diante da ameaça de destruição em tempo de guerra. Isaías anuncia um sinal do favor de Deus: em vez de morte e destruição, haverá um nascimento.
Para indicar que esse menino é sinal de salvação, Isaías lhe dá um nome especial: Emanuel, que significa “Deus conosco”. Isaías falava do filho do rei que ia nascer, mas suas palavras ficaram no coração do povo como sinal de algo maior que Deus um dia realizaria. É verdade que qualquer nascimento é sempre sinal da presença do Pai criador, sem o qual não há vida. Mas José recebe do anjo, em sonho, um anúncio muito especial: um menino vai nascer, concebido por virtude do Espírito Santo; será filho de sua noiva, Maria. O anjo retoma para o menino as palavras de Isaías: ele será Emanuel, Deus conosco, mas dessa vez num sentido que ultrapassava tudo que Isaías pudesse imaginar.
A missão é maior do que jamais se propôs a qualquer filho de rei: ele salvará o povo de seus pecados. Nele o nome “Deus conosco” terá um significado surpreendente: Deus se faz gente, solidário com a humanidade sofredora. Neste 4º Domingo do Advento tudo respira a presença do Messias, o Salvador. As promessas de Deus ao povo eleito estão sendo cumpridas. Entre os maiores colaboradores encontram-se Maria e José. Pensemos em José, homem justo, que descobre a gravidez daquela que lhe estava prometida em casamento. Pensemos em Maria, em quem se cumpriu o que o Senhor havia dito pelo profeta.
Como essas pessoas humanas colaboraram para a realização do plano de Deus pelo mistério da Encarnação, hoje esse mesmo mistério pede a nossa colaboração, a colaboração da comunidade cristã. Estamos verdadeiramente dispostos a colaborar com o projeto do Pai, assim como Maria e José?
FOLHETO O DIA DO SENHOR Diocese de Colatina ES
ARTIGO DO BISPO "Alegre-se a terra"
As celebrações do Natal e do ano novo trazem para todos uma atmosfera festiva que invade o coração de todas as pessoas. A Bíblia é rica dessas exclamações de alegria. Já dizia o profeta Isaías: "Alegre-se a terra que era deserta, exulte a solidão da floresta, germine e exulte de alegria e louvores". O anúncio da salvação refere-se à ação de Deus, que resgata o homem e o mundo de sua tristeza e de sua insignificância.
Quando o anjo Gabriel anunciou a Maria que Deus a escolhera para ser a mãe do Salvador, mais uma vez aparece o convite à alegria: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo''! Ao visitar sua prima Isabel, esta vai-lhe ao encontro com um grito de alegre surpresa: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre"! Maria, por sua vez, não poupa em manifestações de alegria e júbilo, ao proclamar as grandes coisas que Deus estava fazendo por meio dela: "A minha alma engrandece o Senhor e exulta de alegria meu espírito em Deus, meu Salvador!"
No nascimento de Jesus, mais uma vez entra em cena o anjo, que convida os pastores a se alegrarem com a "boa nova", destinada a ser notícia boa também para todo povo! Os pastores são inundados de alegria e saem a contar a todos os que viram e ouviram...
O Natal traz alegria e não é sem motivo. É Deus que conforta a humanidade, vindo ao seu encontro, fazendo-se próximo de cada homem. Ninguém mais precisa viver nas trevas da desorientação, na angústia e na solidão. O Natal nos lembra que Deus olha para nós com imenso amor.
O papa Francisco, na sua recente Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium", ajudou-nos a ter uma consciência renovada de que o anúncio cristão é uma "boa notícia", um motivo de alegria profunda. Deus entrou na nossa história; por meio do Filho, Jesus de Nazaré, viveu na nossa condição humana, santificou-a e elevou-a a uma dignidade luminosa! E convida-nos a viver na comunhão com ele!
Por isso, o Natal precisa ser celebrado com intensa alegria: em família, porque se refere a um acontecimento de família; na paróquia e nas várias comunidades de fé, porque é um acontecimento de fé; na comunidade humana inteira, porque o nascimento do Salvador não foi somente para os cristãos, mas para todas as pessoas "de boa vontade", ou "a quem Deus quer bem"!
E sejamos nós, os cristãos, os primeiros a dar sentido à festa do Natal, para que ela não se perca em exterioridades e no consumo de bens. Demos graças a Deus pela obra da redenção realizada por meio de Jesus Cristo em nosso favor. Alegrai-vos, alegremo-nos! O Senhor está perto! Ele se fez "Emanuel", que significa: Deus no meio de nós!
Desejo a todos os leitores do BLOG um feliz e abençoado Natal. Que a alegria do nascimento do Salvador preencha e renove o coração de todas as pessoas de boa vontade.
Dom Bernardino Marchió
Bispo diocesano de Caruaru-PE
FONTE: JORNAL VANGUARDA (CARUARU-PE)
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