Na exortação inicial se diz: “Meus irmãos e minhas irmãs. Nesta noite santa, em que nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos dispersos por toda a terra a se reunirem em vigília e oração. Se comemorarmos a Páscoa do Senhor ouvindo sua palavra e celebrando seus mistérios, podemos ter a firme esperança de participar do seu triunfo sobre a morte e de sua vida em Deus”. Iniciamos com a liturgia da luz, na qual anunciamos a “luz do Cristo ressuscitado que resplandece, dissipando as trevas do coração eda mente”; escutamos as narrativas das ações salvíficas de Deus na história humana, desde a primeira criação até a nova criação em Cristo; passamos pelas águas do batismo, batizando novos filhos e renovando nossas promessas batismais; e, por fim, celebramos o ápice de sua Páscoa, dele que é o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo e se entrega a nós nos sinais do pão e do vinho.
De fato, esta é a noite de alegria verdadeira, pois o Cristo, ressurgindo, nos trouxe a luz.
Esta é a celebração das celebrações, o centro do ano litúrgico. O Lecionário oferece nove leituras para que, conforme a conveniência pastoral, se escolham pelo menos duas do Primeiro Testamento, sendo a do Êxodo obrigatória, e se leiam também as duas do Segundo Testamento: Romanos e o evangelho.
A exigência de que se leia a passagem do Êxodo faz a ligação da nossa noite de Páscoa com a Páscoa dos hebreus. Sem ela não se entende o Precônio Pascal (Exultet). A noite da ressurreição do Cristo é a noite do nosso mergulho na morte do Senhor (o batismo), é a noite da saída dos hebreus da escravidão do Egito, é a noite da travessia do mar Vermelho, é a noite da liberdade plena adquirida. As diferentes figuras lembradas no Precônio mostram os vários lados da realidade de nosso batismo, mergulho na morte e ressurreição com Cristo. Como as leituras são muitas e, dependendo das circunstâncias pastorais de cada assembleia, podem-se omitir algumas.
Extraído de: VIDA PASTORAL "Revista Bimestral para Sacerdotes e Agentes de Pastoral". ano 53. número 283. Março / Abril 2012. p 38, 55 . Paulus.

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