Hoje o Senhor ressuscitado se revela como o Bom Pastor que, com ternura, cuida do seu povo, particularmente dos mais pobres e necessitados. Diferentemente do mercenário, o Bom Pastor se importa com as ovelhas. Dá a vida por elas. Ouçamos a voz do Pastor que nos conhece pelo nome. Ao redor da mesa eucarística, damos graças sobre o pão e o vinho, sinais sacramentais de sua vida, oferta agradável a Deus.
Estamos habituados a repetir a expressão “Bom Pastor”, aludindo sempre ao trecho do evangelho a ser lido hoje. O adjetivo bom é muito pouco para o que Jesus quer dizer. Ele não é apenas um pastor bom, ele é o verdadeiro, o autêntico pastor, o modelo de pastor. Ezequiel (cap. 34) já falara dos dirigentes do povo como pastores, para os quais só interessavam a carne e a lã das ovelhas, que não cuidavam da fraca e da doente e ainda permitiam que as mais fortes afastassem do cocho as mais fracas com os chifres ou com as ancas. No lugar deles, Deus, o dono das ovelhas, iria ele mesmo ser o pastor. Jesus se apresenta como verdadeiro pastor em oposição ao assalariado, a quem, naturalmente, o que interessa é garantir o seu salário, as ovelhas que se danem. O autêntico pastor arrisca a vida pelas ovelhas. Pouco antes ele havia dito que os outros dirigentes do judaísmo só vieram para roubar, sacrificar, destruir, enquanto ele veio para que todos tenham vida e vida plena. O verdadeiro pastor dá a vida para que as ovelhas tenham vida.
Extraído de: VIDA PASTORAL "Revista Bimestral para Sacerdotes e Agentes de Pastoral". ano 53. número 283. Março / Abril 2012. p 39, 61 . Paulus.

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