Como comunidade de fé, vamos seguindo o caminho espiritual e pedagógico proposto pelo ano litúrgico, acompanhando Jesus em seu itinerário pascal e, pouco a pouco, descobrindo o seu jeito de ser. Neste domingo, Marcos nos fala da rejeição dos contemporâneos de Jesus, que o enxergam somente com olhos humanos. Somos convidados a renovar nossa fé e nossa adesão a ele, o Filho de Deus, encarnado na história humana.
O tema da liturgia de hoje é a rejeição à palavra de Deus. No evangelho, os contemporâneos de Jesus não lhe dão crédito porque não conseguem ver nele nada mais que um carpinteiro. Mas isso não é fato pontual, já havia incredulidade no tempo dos profetas. A primeira leitura menciona a falta de fé dos contemporâneos de Ezequiel, porque têm um coração insensível. O profeta é orientado a insistir na proclamação da palavra de Deus mesmo que seus contemporâneos não queiram ouvi-la. Assim também agiu Paulo, que, em vez de desanimar com as dificuldades, continuou com o anúncio do evangelho e nos ensinou a dizer: “quando sou fraco, então é que sou forte”.
Extraído de: VIDA PASTORAL "Revista Bimestral para Sacerdotes e Agentes de Pastoral". ano 53. número 285. Julho / Agosto 2012. p 38,46. Paulus.

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