8 de setembro de 2012

MISSA DO 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Hoje celebramos a Páscoa de Cristo que se manifesta na vida do surdo-gago. Jesus, vendo- -o, se compadece de sua situação e abre-lhe os ouvidos e a boca. Jesus é o cumprimento da promessa, o Verbo encarnado, Palavra da Salvação. Abre os olhos dos cegos, os ouvidos dos surdos, faz erguer o caído, ama os pobres e faz justiça aos oprimidos.
No contexto do evangelho de Marcos, os discípulos de Jesus têm dificuldade de compreender a proposta do Mestre. Como discípulos atentos, escutemos a Palavra de vida e salvação. Que ela nos abra os ouvidos e a boca para acolhermos a revelação no coração e na vida. A fé em Deus implica em amar prioritariamente as pessoas empobrecidas. É o tema central das leituras da liturgia deste segundo domingo do mês dedicado à Bíblia. Deus se revelou ao povo de Israel como libertador de todos os males que afligem a vida humana. O profeta Isaías, inserido numa realidade de marginalização e sofrimento do povo, torna-se o anunciador da esperança militante, capaz de transformar a tristeza em alegria, a fraqueza em força, o medo em confiança (I leitura). Afinal, Deus jamais abandona o povo que sofre. Jesus, o Filho de Deus, solidariza-se com a dor das pessoas doentes e excluídas e oferece-lhe a cura e a libertação (Evangelho). Deixando-nos tocar  pela sua graça, recuperamos a integridade do nosso ser. A carta de Tiago lembra que numa comunidade cristã não pode haver acepção de pessoas. Pelo contrário, deve-se acolher com todo carinho as que são pobres e sem fama (II leitura). Assim como Deus Pai revelou-se sempre próximo e atencioso com as pessoas sofredoras, e assim como Jesus assumiu a dores da humanidade, também nós, como filhos de Deus e irmãos de Jesus, somos instados a ser coerentes: a fé em Deus implica no amor prioritário às pessoas em situação de necessidade.

Extraído de: VIDA PASTORAL "Revista Bimestral para Sacerdotes e Agentes de Pastoral". ano 53. número 286. Setembro / Outubro 2012. p 35,4. Paulus. 

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