Celebramos a solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo. Dois seguidores de Cristo, dois apóstolos, dois mártires com diferenças claras, como relata a Escritura (cf. At 15; Gl 2,11 14), porém unidos pelo evangelho de Jesus Cristo. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações desses dois apóstolos, como diz santo Agostinho. As palavras do hino de laudes da Liturgia das Horas rezam o testemunho glorioso desses mártires: “A paixão dos apóstolos este dia sagrou, o triunfo de Pedro para nós revelou, e a coroa de Paulo até aos céus exaltou. / A vitória da morte os uniu, como irmãos consagrados no sangue, verdadeira oblação; pela fé coroados, ao Senhor louvarão. / Pedro foi o primeiro por Jesus consagrado; Paulo, arauto por graça, vaso eleito chamado, pela fé se igualava ao que tem o primado”. Lembramo-nos hoje do bispo da Igreja de Roma, de todos os pastores das Igrejas cristãs e de todos os servidores das comunidades.
A Igreja celebra o martírio de Pedro e de Paulo na mesma data porque eles estiveram unidos no mesmo propósito: seguir Jesus até a morte. Ambos são alicerces vivos do edifício espiritual que é a Igreja. Pedro evangelizou os judeus, Paulo fez a mensagem de Jesus chegar às demais nações. A incessante pregação de ambos foi fecundada com o martírio. Eles deram provas de até que ponto pode ir o ser humano quando elege o projeto de Deus como opção de vida. Não foram pessoas apenas de palavras, mas testemunhas de que a fé remove as montanhas do egoísmo. O modo como viveram e como morreram questiona o comodismo de nossa fé.
Extraído de: VIDA PASTORAL "Revista Bimestral para Sacerdotes e Agentes de Pastoral". ano 53. número 285. Julho / Agosto 2012. p 38,42. Paulus.

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