Como reza a antífona da entrada, “alegremo- nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra da Virgem Maria: os anjos se alegram pela sua assunção e dão glória ao Filho de Deus”. Ao celebrar a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, a Igreja reconhece o mistério da Páscoa plenamente realizado nela. De fato, Maria, glorificada na assunção, atingiu a plenitude da salvação, até a transfiguração do corpo. Com Maria, damos graças ao Pai, que manifesta sua misericórdia de geração em geração, instaurando a verdadeira fraternidade entre os povos. A festa da Assunção de Maria é a festa da assunção da Igreja. Maria colabora no mistério da redenção, associando-se a seu Filho (LG 56). Sua assunção é figura do que acontecerá com todos os seguidores de Jesus no fim dos tempos. Porque Maria não é apenas a imagem (o reflexo), mas também a imagem típica (o protótipo) da Igreja. A Igreja deve ser aquilo que Maria é. E, enquanto peregrina neste mundo, a Igreja tem Maria como um sinal “até que chegue o Dia do Senhor” (LG 68). O que celebramos na festa de hoje é a vitória de Cristo sobre todos os poderes que tentam impedir o reino de Deus. Celebramos, tendo Maria como sinal, a vitória da Igreja inteira sobre a morte e o pecado.

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